<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972</id><updated>2009-10-19T19:27:11.040-07:00</updated><title type='text'>n.d.a.</title><subtitle type='html'>Existe uma única resposta correta? Se existe, gosto de pensar que é "n.d.a.", que significa, basicamente, "qualquer resposta no mundo que não as 4 anteriores".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-1235025898267732726</id><published>2007-07-11T15:56:00.000-07:00</published><updated>2007-07-11T16:01:03.177-07:00</updated><title type='text'>Sorte</title><content type='html'>Já acordou ao lado de alguém e se sentiu a pessoa mais sortuda desse mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não? Azar o seu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-1235025898267732726?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/1235025898267732726/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=1235025898267732726' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/1235025898267732726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/1235025898267732726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2007/07/sorte.html' title='Sorte'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-5552325490499009818</id><published>2007-06-09T21:34:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T20:12:59.374-07:00</updated><title type='text'>50 anos</title><content type='html'>Você algum dia já parou para pensar como será sua vida daqui a 50 anos? Você algum dia considerou a hipótese de que a sua vida daqui a 50 anos pode envolver outra pessoa? E que essa pessoa pode estar ao seu lado nesse exato instante? É assustador, não? Principalmente se um dos dois não acredita na possibilidade de 50 anos com uma mesma pessoa. Principalmente se um dos dois não sabe como fazer a outra acreditar que é possível. Principalmente quando essas poucas linhas acima são capazes de efeitos devastadores em um deles. Ou em ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente quando os dois hesitam tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, um dia você assiste a um filme, ouve uma música, lê um livro ou vê uma foto, que te mostra exatamente como será sua vida daqui a 50 anos. Ou, mais precisamente, te mostra exatamente o que você quer daqui a 50 anos. E ambos estão no filme, na música, no livro ou na foto. Você e ela. E isso te enche de forças. Isso faz com que você queira aquilo de qualquer jeito. Isso te dá paciência para quebrar paredes de concreto com brocas de dentista. Isso te dá um auto-controle de fazer inveja a qualquer um desses mestres de qualquer uma dessas filosofias orientais. E de repente um dos dois se descobre capaz de tentar, e tentar, e tentar, e tentar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... ainda que demore 50 anos para convencer o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-5552325490499009818?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/5552325490499009818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=5552325490499009818' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/5552325490499009818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/5552325490499009818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2007/05/50-anos.html' title='50 anos'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-5998455381010682856</id><published>2007-06-08T13:16:00.000-07:00</published><updated>2007-06-08T13:48:58.373-07:00</updated><title type='text'>Turbilhões</title><content type='html'>Correndo. Vivendo. Não-sabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminar o texto do blog enquanto se conversa com duas pessoas no msn e mais uma no Google talk, enquanto se ouve uma música no iTunes, enquanto se baixa uma discografia no e-mule (já que o bear share deu pau), enquanto se escolhe qual fotografia colocar no fotolog, enquanto se sincroniza os dados com o Palm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar ao celular enquanto se está preso no trânsito, enquanto se retoca a maquiagem ou se arruma a gravata, enquanto se ouve o último CD da Ivete ou da Joss Stone (CD pirata, claro, comprado no Stand Center), enquanto se dobra e desdobra o jornal para ler o caderno de economia ou de lazer, enquanto se breca bruscamente porque o filha da puta do cara da frente brecou bruscamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montar uma apresentação de powerpoint enquanto se fala ao telefone (aquele com duas linhas) com um cliente e com um fornecedor, enquanto se responde ao último email do chefe cobrando uma resposta ao email do setor de marketing, enquanto o messenger pisca com convites para dois Happy Hours diferentes (no mesmo dia), enquanto se olha para a cara do estagiário que te olha com aquela cara de "que que eu faço agora", enquanto se tenta entender a piada do colega da mesa ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter um relacionamento indefinido com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência - Lenine e Dudu Falcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma&lt;br /&gt;Até quando o corpo pede um pouco mais de alma&lt;br /&gt;A vida não para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o tempo acelera e pede pressa&lt;br /&gt;Eu me recuso faço hora vou na valsa&lt;br /&gt;A vida é tão rara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todo mundo espera a cura do mal&lt;br /&gt;E a loucura finge que isso tudo é normal&lt;br /&gt;Eu finjo ter paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo vai girando cada vez mais veloz&lt;br /&gt;A gente espera do mundo e o mundo espera de nós&lt;br /&gt;Um pouco mais de paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é o tempo que lhe falta pra perceber&lt;br /&gt;Será que temos esse tempo pra perder&lt;br /&gt;E quem quer saber&lt;br /&gt;A vida é tão rara&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-5998455381010682856?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/5998455381010682856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=5998455381010682856' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/5998455381010682856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/5998455381010682856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2007/06/turbilhes.html' title='Turbilhões'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-8662994163021112215</id><published>2007-05-20T08:08:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T08:47:27.060-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi como se fosse uma explosão de uma super-nova. Em segundos, a terra do conto de fadas sumiu, se desintegrou, sem aviso-prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobrou a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele começou a conhecer melhor essa tal realidade. E teve que fazê-lo a pé, pois pela primeira vez seus pés tocavam o solo. O vôo, tão natural em seu mundo de magia,  era algo impensável. E ele logo se cansou. Logo se cansou de caminhar. E resolveu se sentar em uma livraria, tomar um café e ler alguma coisa. Pegou um dicionário (porque diabos um dicionário?) e começou a folheá-lo. E deu por falta de uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não achou a palavra respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o resto estava bem parecido com o que havia em seu mundo. Mas não havia respeito. E ele começou a se perguntar como pode haver uma sociedade, como pode haver casais, como pode haver amizade, sem respeito? Por que alguém cortaria respeito do dicionário?&lt;br /&gt;E, aos poucos, ele começou a perceber que havia uma necessidade enorme de respeito nesse mundo chamado realidade. E ele, naturalemente, começou a se achar um alienígena em meio àquele caos todo de promessas quebradas, traições, violências físicas e morais, descaso total pelo próximo... coisas que aquela palavra simples evitaria. Mas a sensação era a de que só ele sabia o significado de respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso o deprimiu terrivelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele se fechou. E se trancou. E só saiu de lá quando esqueceu que aquela palavra existia, e pode enfim se sentir como parte de algo novamente. Infelizmente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-8662994163021112215?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/8662994163021112215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=8662994163021112215' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/8662994163021112215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/8662994163021112215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2007/05/foi-como-se-fosse-uma-exploso-de-uma.html' title=''/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-619689197740384480</id><published>2007-04-14T18:20:00.000-07:00</published><updated>2007-04-18T20:30:47.694-07:00</updated><title type='text'>O Último Romântico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_H2xAp9SmZ4s/RiGLeYNxcWI/AAAAAAAAAAU/BJ0JYLAkSZM/s1600-h/skycoaster1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_H2xAp9SmZ4s/RiGLeYNxcWI/AAAAAAAAAAU/BJ0JYLAkSZM/s200/skycoaster1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053473610898960738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;Dói. Imensamente. De uma forma que já doeu e você não lembra, e que por isso parece ser a pior de todas. E cada vez que surge essa tão conhecida pontada naquele velho lado esquerdo do peito, a pergunta surge: por quê? Por que eu me atirei de cabeça de novo? Por que eu o expus de tal forma que era possível ver a tricúspide abrindo e fechando acelerada e desordenadamente? Por que eu deixei acontecer? Por que eu não entrei na minha confortável bolha de auto-suficiência e tranquei todos pra fora?  Por que eu entrei na minha bolha, mas deixei que ela, e somente ela, entrasse também? Por que eu quis escalar esse Everest pela face norte, ao invés de ficar ao pé da montanha tomando chocolate quente? Por que me pendurar a 70 metros de altura e então me jogar? Por que viver intensamente se uma vida tranquila é boa pra tanta gente? Por que viver com alguém se viver sem dar satisfação é bom pra tanta gente? Por que fazer planos e sonhar, e depender de outra pessoa pra que esses mesmos planos e sonhos se realizem? Por que confiar em alguém? Por que eu derrubei o muro construído com tanto custo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;E então, mergulhado nessa auto-piedade sem fim, entre lágrimas e palpitações descompassadas por conta do aperto, a resposta surge, carinhosa, quase como um cafuné, trazendo um conforto indescritível. E é assim que, num rosto fechado para o mundo, um sorriso surge, discreto, de canto de boca, mas firme, e disposto a começar tudo de novo... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ouvir de uma pessoa que ela está com borboletas no estômago por sua causa é bom. Porque gravar um disco com as músicas favoritas dela é bom. Porque trocar mensagens por celular às 2:00 da manhã é bom. Porque causar uma emoção boa e verdadeira em alguém é bom. Porque perder o apetite, comer em dobro, ou os dois ao mesmo tempo, por causa da ansiedade é bom. Porque ter o coração disparado, as mãos tremendo e o cérebro parado, só por ouvir uma voz, é bom. Porque correr pra atender o telefone e o estômago escapar pela boca só de ver o nome no identificador de chamadas é bom. Porque estar lá para alguém é bom. Porque saber que alguém estará lá para você é bom. Porque ouvir uma voz suave cantando pra você enquanto erra os acordes no violão é bom. Porque esquecer do trabalho, da faculdade, do mundo, enquanto se está com alguém, é bom. Porque acabar faz parte, mas acabar sendo o mais honesto e sincero possível com alguém, é maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque encerrar algo intenso é melhor do que nunca começar nada. Sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;O Último Romântico - Lulu Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;Faltava abandonar a velha escola &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Tomar o mundo feito coca-cola &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Fazer da minha vida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Sempre o meu passeio público &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; E ao mesmo tempo fazer dela &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; O meu caminho só, único &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Talvez eu seja o último romântico &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Dos litorais deste oceano Atlântico &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Só falta reunir a zona norte à zona sul &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Iluminar a vida &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Já que a morte cai do azul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Só falta te querer &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Te ganhar e te perder &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Falta eu acordar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt;Ser gente grande pra poder chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Me dá um beijo, então &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Aperta minha mão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Tolice é viver a vida assim sem aventura &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Deixa ser &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Pelo coração &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(83, 83, 83);"&gt; Se é loucura então melhor não ter razão &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-619689197740384480?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/619689197740384480/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=619689197740384480' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/619689197740384480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/619689197740384480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2007/04/o-ltimo-romntico.html' title='O Último Romântico'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_H2xAp9SmZ4s/RiGLeYNxcWI/AAAAAAAAAAU/BJ0JYLAkSZM/s72-c/skycoaster1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-116978098264776894</id><published>2007-01-25T18:48:00.000-08:00</published><updated>2007-01-26T19:49:43.143-08:00</updated><title type='text'>Cenas de um cotidiano - I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Oi amor, tudo bom?&lt;br /&gt;Ela: Agora tudo ótimo! E o que a gente vai fazer hoje?&lt;br /&gt;Ele: Não sei... o que você quer fazer?&lt;br /&gt;Ela: Ah, sou sempre eu que decido, hoje você escolhe.&lt;br /&gt;Ele: Não sei, pode escolher, fazemos o que você quiser.&lt;br /&gt;Ela: Ah não amor, pode ir pensando no que fazer. Eu não vou decidir nada.&lt;br /&gt;Ele: Hmmm... tá bom. Então, vamos começar com um cineminha...&lt;br /&gt;Ela: Cinema? Ah, não to com muita vontade de ir no cinema...&lt;br /&gt;Ele: Tá bom. Então... deixa eu pensar... nossa, tem uma peça muito legal passando naquele teatro perto de casa! É uma comédia com o...&lt;br /&gt;Ela: Ah não, teatro não. Não estou no clima.&lt;br /&gt;Ele: Então vamos começar com um jantar, e no jantar decidimos, tá bom?&lt;br /&gt;Ela: Pode ser...&lt;br /&gt;Ele: Bom, já que você está tããããão animada, vamos naquela cantina que você adora, hoje tem até os violinistas, bem romântico e...&lt;br /&gt;Ela: Ah não, massa não. Comi massa no almoço.&lt;br /&gt;Ele: Então uma lanchonete? Tem aquela que abriu agora, super-cotada na revist...&lt;br /&gt;Ela: Lanche engorda.&lt;br /&gt;Ele: E massa não?&lt;br /&gt;Ela: Como?&lt;br /&gt;Ele: Esquece. Já sei. Vamos esquecer essas coisas todas. A gente vai pra minha casa, eu faço aquele jantarzinho no capricho, coloco a nossa música, dançamos coladinhos um no outro, depois colocamos aquele colchão na sala, eu te faço aquela massagem que só eu sei fazer, e...&lt;br /&gt;Ela: Eu sabia! Eu sabia! Você só pensa nisso!&lt;br /&gt;Ele: Oi?&lt;br /&gt;Ela: Vocês são todos iguais! Nenhum presta!&lt;br /&gt;Ele: Eu? Como é que é? Escuta, então escolhe você a droga do programa que a gente vai fazer hoje!&lt;br /&gt;Ela: Mas sou sempre eu quem tenho que escolher!&lt;br /&gt;Ele: Por que será?&lt;br /&gt;Ela: Então vamos pra droga do seu cinema.&lt;br /&gt;Ele: Não precisa ser assim também.&lt;br /&gt;Ela: Vamos logo.&lt;br /&gt;Ele: Tem certeza?&lt;br /&gt;Ela: Tenho.&lt;br /&gt;Ele: ...&lt;br /&gt;Ela: O que foi?&lt;br /&gt;Ele: Certeza que não prefere a opção de ir pra minha casa? Eu faço o jantar e...&lt;br /&gt;Ela: Pro cinema. E a gente vai ver o filme que eu quiser.&lt;br /&gt;Ele: ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-116978098264776894?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/116978098264776894/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=116978098264776894' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/116978098264776894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/116978098264776894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2007/01/cenas-de-um-cotidiano-i.html' title='Cenas de um cotidiano - I'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-116363600878573833</id><published>2006-11-15T15:50:00.000-08:00</published><updated>2006-11-15T16:13:29.450-08:00</updated><title type='text'>Vamos deixar rolar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vamos deixar rolar e ver no que dá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas foram as últimas palavras que ouviu dela, há cerca de 5 anos. Pelo menos as últimas que ele se lembra. E agora, lá estava ela, linda, de branco, subindo o altar com um cara ligeiramente mais baixo, mais gordo e mais feio do que ele.&lt;br /&gt;E se não tivesse deixado rolar? E se ele tivesse insistido à época? E se tivesse tido a coragem de chamar para mais filmes, mais jantares? E se não tivesse achado cômodo "deixar rolar"? E se...&lt;br /&gt;Queria gritar. Iria levantar na hora em que o padre perguntasse se alguém tinha algo contra a união do casal, e iria gritar. Mas a cerimônia acabou, todos saíram, e ele continuou lá, sentado, imerso em doces lembranças que nunca existiram. Teriam sido felizes com certeza, tinham tudo a ver um com o outro. Aquele gordo baixinho não a faria feliz. Não como ele. Ou não, talvez fossem parecidos demais, talvez não durasse um mês. Mas pelo menos teriam tentado. Se pelo menos tivesse insistido. Se...&lt;br /&gt;Saiu da igreja, pegou o carro e dirigiu na direção contrária a todos os outros carros que passavam buzinando e piscando seus faróis.&lt;br /&gt;Chegou em casa, tirou a gravata, os sapatos, e sentou-se à frente do computador. E assim passou o resto da noite, divertindo-se solitariamente com palavras e imagens em uma tela de 15 polegadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-116363600878573833?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/116363600878573833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=116363600878573833' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/116363600878573833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/116363600878573833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/11/vamos-deixar-rolar.html' title='Vamos deixar rolar...'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-115983524248713080</id><published>2006-10-02T16:13:00.000-07:00</published><updated>2006-10-13T16:42:18.010-07:00</updated><title type='text'>1907</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alberto largou a arma na mesa pela vigésima-terceira vez. As lágrimas, agora já não mais contidas, misturavam-se com o suor que brotava de cada poro aberto pelo desespero e pela adrenalina.&lt;br /&gt;Não entendia o que estava acontecendo, o ano anterior, 1906, fora marcante em sua vida, muitos prêmios, medalhas, fortuna, o grande sonho enfim realizado, e no entanto, lá estava ele, mergulhado em uma inexplicável agonia e depressão. Estava em meados de fevereiro, e desde o primeiro dia do ano que não deixava o quarto, a governanta, o mordomo, todos haviam tentando de tudo para tirá-lo de lá, mas em vão. O sentimento de culpa que o dominava era castrador, imobilizador. Mas não imobilizador a ponto de impedi-lo de destruir todo o quarto, rasgar os certificados na parede, entortar os vistosos troféus que ornamentavam a cabeceira de uma outrora belíssima e aconchegante cama, agora transformada em uma profusão de mofo e excrementos.&lt;br /&gt;Era insuportável. Como se 154 vozes clamassem por justiça, por misericórdia. Como se 154 indicadores apontassem para seu rosto encharcado e esquálido, pedindo sua cabeça. E no fundo ele sabia que estavam certos. Era o culpado, tinha uma total consciência disso. Mas culpado pelo quê? Como era possível ter certeza da culpa sem saber a acusação? E esse improvável paradoxo o desesperava ao limite do suportável.&lt;br /&gt;E foi assim que ele atravessou aquele 1907, trancado em seu quarto sem olhar uma única vez para o número quatorze, seu maior orgulho até então, com menos de um ano de idade. E ao longo desse ano ele alternou novas tentativas de enfim puxar o gatilho, com rezas fervorosas onde pedia perdão de forma incontrolável. Desejava, porém, acima de tudo, que aquelas vozes um dia tivessem paz, que tivessem um julgamento justo perante algum ser superior, e que fossem também perdoadas por tudo o que fizeram de errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou 24 anos para Alberto entender o que tanto o afligira e ainda de certa forma o afligia. E neste dia, após a revelação, foi para casa e se matou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(que descansem em paz, e que seus familiares encontrem conforto de alguma forma.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-115983524248713080?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/115983524248713080/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=115983524248713080' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115983524248713080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115983524248713080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/10/1907.html' title='1907'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-115931556232374629</id><published>2006-09-26T16:49:00.000-07:00</published><updated>2006-10-13T16:40:27.513-07:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Já aconteceu com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o seguinte: lá está você, deitado, mergulhado em pensamentos soltos e desconexos. E então começa a tocar uma música. Um pianinho suave, seguido de um pequeno solo, também suave, que agilmente escapa de uma guitarra distorcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, seu estômago se enche de borboletas, seu coração dispara, e você começa a sentir uma saudade louca de um tempo que não passou, em um local que você jamais conheceu, e com uma pessoa que você nunca viu (a não ser em algum sonho perdido e distante...). É angustiante, aflitivo até.&lt;br /&gt;E seus olhos marejam, a primeira e única lágrima escorre por sobre as maçãs do rosto, e você quer desesperadamente encontrar esta época, este lugar e, principalmente, esta pessoa. Mas não sabe nem por onde começar, pois nenhum dos três jamais existiu, apesar de ser praticamente possível sentir o frescor daqueles dias, admirar a vista daquele lugar e amar loucamente aquela pessoa. E esta mistura, nostálgica e sinestésica, te tortura até o limite do suportável, comprime todos os seus órgão internos, te faz querer gritar e sair correndo, largar tudo em busca dessa Passárgada e sua rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E então, somente então, você percebe que não havia música alguma. Nunca houve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas, estranhamente, a melodia não sai de sua cabeça...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-115931556232374629?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/115931556232374629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=115931556232374629' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115931556232374629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115931556232374629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/09/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-115931591988698624</id><published>2006-09-25T17:06:00.000-07:00</published><updated>2006-09-26T17:21:16.603-07:00</updated><title type='text'>Retroceder Nunca, Render-se Jamais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;(Originalmente publicado em &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;" class="749485718-04092006"  &gt;&lt;a href="http://blogrenagem.blogspot.com/"&gt;&lt;span style=""&gt;http://blogrenagem.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas aqui apresentado com um final alternativo...)&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Acho que estamos quase lá, né?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: E eu é que sei?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Como assim? Que eu me lembre, estamos indo para a casa da SUA amiga.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: E que eu me lembre, eu disse para você pegar a entrada 38, lááááá atrás.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Olha, eu já viajei muito por essas estradas, já estive em Ilhabela várias vezes, e nunca tive que pegar nenhuma entrada 38 pra chegar lá.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Tá, então faz o seu caminho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Amor, não precisa se irritar, estamos aqui pra curtir um fim-de-semana romântico, só nós dois, naquela casa linda à beira-mar...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Eu não tô irritada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Ta sim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Não tô! Que saco!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Viu?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: ...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Tá bom, tá bom. Mas sério, tenho quase certeza que a gente tá chegando. Vou até abrir a janela pra você sentir a brisa do...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Fecha, fecha!!! Droga, meu cabelo! Por que você tinha que abrir essa droga de janela?!?!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Eu já disse, pra você sentir a brisa de Ilhabela...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Que Ilhabela?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Como assim? Já estamos em Ilhabela!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Já estamos em Ilhabela?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Tenho certeza!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Engraçado...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: O que foi?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Eu podia jurar que a gente precisava usar uma balsa pra chegar em Ilhabela...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Será? Acho que não, na verdade...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: É CLARO QUE PRECISAMOS DA BALSA!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Calma aí! Muita calma nessa hora! Há quanto tempo você não vai pra Ilhabela?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Sei lá, 6 meses, eu acho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Pois é, sabe em quanto tempo é possível construir uma ponte?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Eu não to acreditando! Você não tá falando sério...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: É possível, oras! Você não viu aquela ponte na Marginal? Acho que não levou nem 3 meses.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Chega. Vamos parar e perguntar onde estamos!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Pra quê?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: PRA QUÊ?!?!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Olha, eu tenho uma técnica infalível pra saber onde estamos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: É?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Procura uma imobiliária.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: ???&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: As imobiliárias do litoral sempre têm o nome da praia no próprio nome. Tipo “Imobiliária Maresias”, ou “Imobiliária Pitangueiras”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Essa é a sua técnica infalível?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Procura aí a imobiliária. Você olha do seu lado, que eu olho do meu.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Dai-me paciência, senhor...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: E aí?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Peraí, tem uma ali... Imobiliária Itamambuca...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Itamambuca não é aquela praia logo antes da praia onde fica a sua amiga?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Você quer parar? Nós não estamos em Ilhabela!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Eu tenho quase certeza que é Itamambuca...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Nós não vimos nenhuma BALSA!!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Olha, tem outra imobiliária ali...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Imobiliária... Ubatuba! Imobiliária Ubatuba!!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: ...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: E agora, hein?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: ...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Ficou sem palavras né? Admite agora que errou o caminho?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Eu estava pensando...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Sim?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Por que alguém chama uma imobiliária que fica em Ilhabela de “Imobiliária Ubatuba”?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Ah, se mata, vai!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ele: Tá bom.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ela: Espera, o quê? Põe o cinto de novo! Não abre a porta, espera, o volante, não larg...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-115931591988698624?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/115931591988698624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=115931591988698624' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115931591988698624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115931591988698624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/09/retroceder-nunca-render-se-jamais.html' title='Retroceder Nunca, Render-se Jamais'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-115111605165781941</id><published>2006-07-02T18:51:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T19:36:02.673-07:00</updated><title type='text'>You've got a friend</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento ela está lá, com aquela coragem que lhe é tão natural, acertando sua vida, correndo atrás de um sentido para tudo. E o pior é que o "sentido" é um cara bem legal.&lt;br /&gt;E ele está lá, não no mesmo "lá" dela, mas lá, ouvindo alguma música deprê ou um rock muito louco, tentando achar um mínimo de coragem (uma fração da coragem dela seria suficiente) para se convencer de que não há chance.&lt;br /&gt;Foram amigos por muito tempo. Ainda o são. Muito amigos. Amigos até demais talvez. Combinam em tudo (bom, quase tudo. Ele escreve em um blog e ela muito provavelmente não vai ler seus escritos, mas isso é um mero detalhe). Pensam da mesma forma. Sabem o que o outro pensa só de ouvir o silêncio que emitem naqueles dias tristes. Não se vêem há tempos, mas parece que sempre existe aquela chama que não depende de distância ou de contato para continuar queimando. Enfim, são amigos na mais pura concepção da palavra, sem a menor sombra de dúvida.&lt;br /&gt;E não há dúvida de que a maior dúvida na história das amizades entre homens e mulheres reside no limite entre o "você é um grande amigo, mas..." e o  "você é um grande amigo, e...". E a verdade é que um dia a ficha simplesmente cai. Infelizmente não cai na mesma hora para os dois, nem cai da mesma forma para os dois. E a ilusão da pureza da amizade, aquela amizade que não pode ser maculada por sentimentos intensos e conflitantes, acaba por retrair, inibir, encorajar a esconder o que se sente verdadeiramente.&lt;br /&gt;E invariavelmente um deles tem grandes chances de ficar ouvindo aquela música (amigos sempre têm "aquela música"), enquanto o outro não faz idéia do que acontece, nem imagina o sentido que as coisas tomaram de uma hora pra outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que o "sentido" é realmente um cara bem legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, o amigo, como todo bom amigo, torce para que ela seja muito feliz. Com ou sem ele. Com ou sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-115111605165781941?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/115111605165781941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=115111605165781941' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115111605165781941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115111605165781941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/07/youve-got-friend.html' title='You&apos;ve got a friend'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-115033487198809986</id><published>2006-06-14T17:44:00.002-07:00</published><updated>2006-06-14T18:36:53.086-07:00</updated><title type='text'>Tragédia - Ato I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palco escuro. Cortinas abertas. No centro, uma cadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entra Coro. Luz sobre o coro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó pobre rapaz que não sabe o que o espera! Ó Deuses, como podem ser tão zombeteiros a ponto de usar este pobre coitado como mera diversão para uma tediosa tarde de quinta-feira? Ó, fiel platéia que aqui se apresenta, o que verão neste palco é a mais linda e trágica história de redenção, perdão e renascimento. E ela começa... assim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entra rapaz. Está encharcado, da cabeça aos pés. De suas roupas, de seu cabelo, caem gotas e mais gotas. Deixa um rastro molhado por onde passa. Senta-se na cadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó pobre alma atormentada, pobre rapaz. Porque faz isso consigo mesmo? De onde tira força para tamanho ato estúpido? Lembra-te de tua vida como a conhecia até momentos atrás. Não ouse desafiar os próprios Deuses, ainda que Zeus em pessoa tenha vindo encorajá-lo! Eles estão neste momento empoleirados no Olimpo, refestelando-se de néctar, enquanto estás aqui, sentado, a sofrer com as flechadas daquele divino moleque sem coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rapaz curva-se, esconde o rosto entre as mãos, e começa a chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó lágrimas sofridas, por que caem com tanto gosto destes olhos que já não mais se fecham? Por caridade limpem este pobre rapaz que está perdido, um mero joguete nas mãos dos Deuses, um mero passatempo que Zeus dedica à sua esposa Hera como forma de pedir perdão por suas traições. Ó como é injusto este mundo governado por divindades tão mesquinhas, capazes de usar um garoto nobre para esconder a própria falta de nobreza, um garoto puro para apagar a própria impureza. Ó divindades de características tão humanas, tenham piedade de todos. Ó Apolo, traz o Sol o quanto antes, para que com seus raios o Astro-Rei possa aquecer este coração tão perfurado por flechas perdidas! Ó malditos aqueles que desafiaram o pequeno garoto alado a acertar o maior número de setas em um único coração! Pois setas divinas jamais erram seu alvo, alvejando o objeto desejado mil vezes!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rapaz se endireita. Pega algo no bolso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NÃO! Ó pobre rapaz, seja forte! Apolo, por compaixão, já traz o Sol para lhe confortar a alma! A misericordiosa Afrodite já prepara o unguento curador que irá aplacar a dor que carrega em sua alma!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rapaz se levanta, e respira fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NÃO! Ó pobre rapaz, aguente firme! Veja, os primeiros raios se anunciam. Logo tudo não passará de um terrível pesadelo! Por favor jovem, veja quem chega ao longe! É a mais bela das Deusas! Estará livre destas milhares de flechas em alguns instantes!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rapaz grita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NÃO! Ó pobre rapaz, espere mais um pouco! Deixe pelo menos que esse líquido vil que cobre o seu corpo vá embora com o Sol. Deixe pelo menos que a sábia Atenas, que também já surge em seu socorro, seque de seu corpo esse líquido vil chamado gasolina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rapaz acende o isqueiro que estava em sua mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não! Ó nobre rapaz, por favor espere mais alguns instantes, a bela Afrodite está perto, menos de dez passos de distância vos separam! NÃO!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blackout no centro do palco. Geral ambar sobre bem devagar. Palco está vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que surge o Astro-Rei em toda a sua grandeza. E comandando sua carruagem vem Apolo em busca de alguém que não mais se encontra ali. Chegou tarde, assim como todos os outros. O torturado rapaz, tal como a fênix, transformou-se em cinzas. Ó fiel pláteia que nos assiste, do fundo de nossos corações gostaríamos de dizer que não há mais cinzas neste palco pois, como a fênix, o nobre rapaz ressurgiu, livre, forte, e pronto para mais uma vida de alegrias e esperanças. Mas a verdade é que não há mais cinzas. Todo o resto não passará de divagações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blackout no coro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-115033487198809986?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/115033487198809986/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=115033487198809986' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115033487198809986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/115033487198809986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/06/tragdia-ato-i_14.html' title='Tragédia - Ato I'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114773628849338555</id><published>2006-05-15T15:15:00.000-07:00</published><updated>2006-05-15T20:09:08.870-07:00</updated><title type='text'>Guerras e Causas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tudo começou na madrugada do dia 12 de maio de 2006, uma sexta-feira. Quer dizer, isso para a maioria de nós, que nos protegíamos sob o manto confortável, porém frágil, da ignorância. Devíamos ter visto os sinais. Poucos anos antes um diretor de cinema brasileiro havia feito um filme chamado Cidade de Deus, onde tentava nos alertar para o problema que se formava. Ou que na verdade, hoje está claro, já há muito havia se formado. Era uma questão de tempo, acho que todos nós sabíamos, mas preferíamos não saber. Mas o fato foi que, na madrugada do referido dia, delegacias e policiais foram atacados por um grupo organizado de bandidos. Foram ataques coordenados, com alvos certos, em diferentes partes da cidade. E de repente, havia uma incômoda sensação de que eles estavam mais organizados do que se imaginava. Ou, mais precisamente, que eles haviam revelado ter uma organização que já sabíamos existir. O fim de semana que se seguiu a esta madrugada foi terrível. Houve bombas, tiros, revoltas em penitenciárias... tudo feito com uma organização de dar inveja a qualquer polícia do mundo. E de repente, as manchetes nos jornais eram "Alvos civis são mortos", "estação de metrô é metralhada", "polícia bloqueia ruas"... era a Guerra Civil anunciada. Mas acho que no fundo ainda achávamos que era algo passageiro, as mais de 60 pessoas mortas até aquele momento não nos convenceram da gravidade da situação, achávamos que logo a polícia retomaria o controle, era uma questão de tempo. Na segunda-feira seguinte aos primeiros ataques, a dúvida e a ansiedade começaram a se instalar na população. Já não era possível distinguir boatos de verdade. Falava-se em toque de recolher decretado pelos bandidos. A polícia, obviamente, negava, mas na dúvida, naquela noite, ninguém saiu de casa, ninguém, como na música do Raul. Os nossos governantes não se entendiam. O nosso governador dizia que estava tudo sob controle.&lt;br /&gt;E continuou a defender esta afirmação convicto, até o dia de seu assassinato, naquela fatídica quinta-feira, 18 de maio, quando um bando de mais de 30 encapuzados invadiu o Palácio dos Bandeirantes, assassinou o governador e tomou o lugar como Quartel-General. Foi nesta mesma fatídica quinta-feira, logo após a invasão, que o Presidente decretou estado de calamidade pública em São Paulo, minha cidade, e ordenou ao exército que interviesse. Eu acho que foi só então que a ficha caiu, pelo menos pra mim. A imagem de tanques e mais tanques andando nas apertadas ruas do bairro do Morumbi, em direção ao Palácio ocupado, foi o empurrão que faltava para que eu acreditasse, enfim, que estávamos em guerra. O Massacre dos Bandeirantes, como foi chamada a tentativa de retomar a casa do governador, foi talvez o maior golpe na moral das autoridades brasileiras. Mas, convenhamos, elas não poderiam imaginar que o grupo organizado dos bandidos possuia tantos helicópteros de guerra. Não sobrou um tanque para contar história. As belas mansões daquela região também não resistiram ao choque das explosões e tombaram. As perdas humanas nunca foram corretamente divulgadas, mas falava-se em quase 500 pessoas somente naquele primeiro dia de conflito.&lt;br /&gt;Três semanas após a invasão, as pessoas estavam desesperadas. A cidade estava suspensa, nada funcionava a não ser hospitais, com médicos e enfermeiras no limite da exaustão para dar conta de tantas vítimas de balas perdidas, explosões e atropelamentos. À invasão ao palácio se sucederam invasões aos principais prédios públicos do estado, incluindo todas as delegacias e penitenciárias. E, com os detentos soltos, o exército dos bandidos mais do que triplicou sua capacidade de combate. A visão dos portões de todas as penitenciárias sendo abertas ao mesmo tempo, com todos os presos saindo, foi aterrorizante. Mais aterrorizante ainda foi o fato de todos eles saírem marchando, organizados, como talvez o mais terrível exército já formado. Foi a estocada final na esperança daqueles que governavam o país, do povo que se escondia atrás de barricadas, e do exército derrotado. E foi também a desculpa que os Estados Unidos precisavam para aprovar a invasão junto à ONU, apesar do presidente do Brasil ser contra.&lt;br /&gt;E foi assim que, em 19 de junho de 2006, uma segunda-feira, ocorreu o primeiro bombardeio tático dos Estados Unidos ao Brasil. O Palácio dos Bandeirantes foi completamente destruído. Seguiram-se muitos outros durante toda a noite, e ao amanhecer do dia 20, havia ruínas e corpos espalhados por todo lado, transformando enfim a nossa querida metrópole no cenário perfeito para um filme de guerra. O exército brasileiro foi tomado de um novo ânimo, e todos os reservistas foram convocados para reforçar o contingente aliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto hoje para o quartel do exército, mais precisamente daqui a 15 minutos, para me apresentar e servir à pátria. Mas a pátria é uma causa perdida. Não sei se consigo defender um governo que deixou a situação chegar aonde chegou. Mas não sei também se havia como evitar esta guerra. São tantos os erros, de governantes e cidadãos que os elegeram, que não dá para culpar um único lado. Somos todos culpados. E estamos pagando por isto.&lt;br /&gt;Estas são minhas prováveis últimas linhas. Vou para o front, na primeira linha de ataque aos que resistem no presídio da Raposo Tavares. Não há chances reais de vitória, a idéia é dar tempo para que o exército americano consiga passar pela rodovia até Piedade. Irônico que darei a minha vida por Piedade...&lt;br /&gt;Mas quero acreditar, e vou acreditando, que a verdadeira causa da minha luta são todos os amigos com quem perdi contato, e para quem hoje eu escrevo pedindo perdão por ter sido tão ausente. Admito que não foi falta de tempo, afinal sempre há tempo para uma hora em algum bar, jogando conversa fora. Foi falta de interesse mesmo, e me arrependo muito por isto.&lt;br /&gt;São também os amigos com quem convivo diariamente. É engraçado, pulamos (saltamos, saltamos) de para-quedas, escalamos montanhas, descemos rios caudalosos, fomos às profundezas deste mar imenso, nos apresentamos para milhares de pessoas, e nunca tive tanto medo como agora, que devo ir até o ponto de ônibus na esquina de casa. Obrigado por tudo, queria ter gargalhado com vocês uma última vez. Queria vocês aqui do meu lado me chamando de medroso e tirando um sarro da minha cara.&lt;br /&gt;São também os amores perdidos, para quem peço desculpas por não ter me esforçado o suficiente para tentar fazer dar certo. Quantas histórias lindas e românticas deixaram de ser escritas por conta desta minha fraqueza? Quantas almas gêmeas eu deixei de encontrar por não ter sido corajoso o suficiente?&lt;br /&gt;São também os amores que deram certo. Para esses, não há arrependimentos, foram vividos com intensidade e alegria, como deve ser, e tudo o que me resta é agradecer por cada segundo. Como diria o grande poetinha, não foram imortais, pois eram chamas, mas com certeza foram infinitos enquanto duraram.&lt;br /&gt;São, também, os que não têm medo de demonstrar o que sentem, os que dizem "Eu te amo" olhando nos olhos, os que amam desmesuradamente, os que se lançam de peito aberto nas mais doidas jornadas.&lt;br /&gt;São, enfim, todos vocês, a real causa da minha luta. E essa é uma causa pela qual vale a pena lutar sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomem cuidado nestes tempos difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande beijo no coração."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114773628849338555?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114773628849338555/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114773628849338555' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114773628849338555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114773628849338555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/05/guerras-e-causas.html' title='Guerras e Causas'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114763158913523578</id><published>2006-05-14T05:00:00.000-07:00</published><updated>2006-05-15T19:34:15.346-07:00</updated><title type='text'>Batidas eletrônicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vento cortante que começava a adormecer as pontas dos dedos anunciava uma noite gelada para a qual eu não estava preparado. E por isso, apesar do caos que se anunciava em frente ao palco, dirigi-me ao centro da pista, completamente tomado por cabelos espetados, óculos coloridos, névoas de uma fumaça de cheiro adocicado e, felizmente, calor. No palco, um DJ fazia seus remixes, o som relativamente baixo, as luzes sendo testadas enquanto o público se aquecia para o grande evento da noite. As lentes dos óculos vermelhos que eu usava tornavam tudo uma experiência ainda mais surreal, tingindo de rubro aqueles halos que saiam do palco e de diferentes partes do espaço para sangrar um céu fortemente nublado. Havia uma atmosfera de vívida expectativa no ar, as pessoas estavam inquietas, a massa de gente se movimentava como uma onda, era impossível não se deixar levar, era impossível ficar no lugar, era impossível respirar.&lt;br /&gt;Foi quando, num rápido movimento para se equilibrar e não cair sob aquele mar de pernas, eu vi você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda como sempre, animada como sempre, cercada de amigos como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração, que já começara a acompanhar a rápida batida do DJ, acelerou, completamente fora de ritmo. Pensei em gritar seu nome, mas seria inútil. Sair correndo ao seu encontro, inviável. Não havia o que fazer a não ser ter esperanças de um breve olhar para trás que nunca aconteceu. E foi assim que você sumiu. E foi neste instante em que as luzes do palco começaram a piscar freneticamente e as pessoas começaram a gritar, enlouquecidas. E, mais uma vez, vi você gritando e indo para a frente do palco. Passou a pouco mais de dois metros de mim, quis esticar o braço, mas não havia como. Gritei na vã esperança de vencer a batida que emanava dos auto-falantes. E mais uma vez você se foi. E então a apresentação teve início, com acordes pesados de guitarra, e eu vi o fim do mundo bem próximo. Aquela multidão de quase sessenta mil pessoas começou a pular descontroladamente. Não havia como não pular. Não havia como não gritar. Não havia como não sentir a vibração. Não havia como não entrar em transe. E eu pulei. E eu gritei. Como há muito não fazia e como poucas vezes fiz na vida. E em meio àquela catarse, enquanto pulava e derrubava meus preconceitos, eu comecei a enxergá-la em todos os rostos. Para onde eu olhava, nas frações de segundo entre descer e subir, entre subir e descer, eu te via. As sensações se misturavam. A euforia, a excitação, o êxtase, o cansaço... a música batendo, as luzes piscando, vozes em uníssono cantando um refrão ininteligível... e você cantando, você pulando, você sendo protegida pelos amigos, você gritando e se descontrolando, você se divertindo.&lt;br /&gt;Após mais de uma hora hipnótica, os cantores saíram do palco, as luzes piscantes foram pagadas, o som foi desligado. As pessoas começaram a se dispersar. E você foi desaparecendo aos poucos, junto com a batida que teimava em martelar minha cabeça. E no final, quando não mais enxergava seu rosto em todos os rostos, quando enfim a batida eletrônica cessou de ressoar nos meus ouvidos, me flagrei andando a esmo entre as mais diferentes tendas e tendências, cantarolando, por mais engraçado e fora de lugar que possa parecer, uma música romântica do Jota Quest.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114763158913523578?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114763158913523578/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114763158913523578' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114763158913523578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114763158913523578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/05/batidas-eletrnicas.html' title='Batidas eletrônicas'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114739793619673022</id><published>2006-05-11T17:47:00.000-07:00</published><updated>2006-05-11T18:45:08.056-07:00</updated><title type='text'>Vida de mergulhador...</title><content type='html'>- Nossa, que lindo!! Olha que vista pro mar!!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu falei pra você que era um hotel bacana...&lt;br /&gt;- Ah, mas é que pelas fotos não parecia grande coisa...&lt;br /&gt;- Eu sei, mas achei que valia a pena confiar no gosto da Carlinha...&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- Olha que vista pro mar!!!&lt;br /&gt;- O que a Carlinha tem a ver com isso?&lt;br /&gt;- Será que o café-da-manhã é bom?&lt;br /&gt;- Foi a Carlinha quem indicou essa espelunca?&lt;br /&gt;- Foi, mas vamos logo para a recepção, essa mala está pesada.&lt;br /&gt;- Por que você não me disse?&lt;br /&gt;- Disse o quê?&lt;br /&gt;- Que foi aquela oferecida que te indicou o lugar...&lt;br /&gt;- Porque eu sabia que você ia ficar assim, e não queria estragar essa nossa segunda lua-de-mel. Querida, esquece isso, o que importa é que estamos nesta ilha paradisíaca, o sol está brilhando e vai continuar assim a semana inteira! E a Carlinha está longe, no escritório, trabalhando. Nào vamos deixá-la nos incomodar até aqui, né?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- E então?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Fala alguma coisa, vai...&lt;br /&gt;- Você me ama?&lt;br /&gt;- Amo, claro que amo!&lt;br /&gt;- Ama mesmo?&lt;br /&gt;- Você ainda tem dúvida?&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Então vem cá e me dá um beijo. Pronto, fizemos as pazes?&lt;br /&gt;- Ahã.&lt;br /&gt;- Então vamos porque a mala está realmente pesada.&lt;br /&gt;- Tá bom, seu fracote. E isso porque você não trouxe os seus equipamentos de mergulho, que pesam uma tonelada.&lt;br /&gt;- Exagerada. É, mas não acho que vá ter onde mergulhar por aqui.&lt;br /&gt;- E mesmo que tivesse, né?&lt;br /&gt;- Ahn? Ah, é ali a recepção! Vamos!&lt;br /&gt;- Me espera.&lt;br /&gt;- Bom dia! Temos reservas para este quarto de frente para o mar.&lt;br /&gt;- Ái, nem acredito que você conseguiu um quarto de frente pro mar! Que sonho! Vamos acordar bem tarde, tomar café na varanda olhando o mar, fazer amor até a hora do almoço, tomar banho juntos, passear pela ilha a tarde inteira, curtir um barzinho à noite, fazer amor de madrugada, em cima da cama e embaixo da escada, acordar tarde, tomar café na varanda...&lt;br /&gt;- Hum?&lt;br /&gt;- Como assim "hum"? Eu disse que... o que você está vendo? Que folheto é esse?&lt;br /&gt;- Ahn? Ah, não é nada não.&lt;br /&gt;- Deixa eu ver.&lt;br /&gt;- Então, quanto tempo a gente vai ficar aqui mesmo? Uma semana né?&lt;br /&gt;- É, por quê?&lt;br /&gt;- Será que a gente consegue fazer tudo o que você quer fazer em uns 5 dias?&lt;br /&gt;- Como assim? O que é que você... deixa eu ver esse papel! Ah não, não acredito!!!&lt;br /&gt;- Não, espera, não é nada do que você... querida, eu não vou mergulhar, só tô vendo o folheto. Querida, não, não rasga o... não, não joga no chão, vai suj... Querida, volta aqui! Eu nem trouxe equipamento! Eu sei que eles alugam tudo, mas eu nem tinha cogitado essa hipótese! Espera aí, eu não posso largar as malas no meio da recepção... querida!!! Volta aqui! Querida, sai desse táxi!!!!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114739793619673022?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114739793619673022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114739793619673022' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114739793619673022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114739793619673022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/05/vida-de-mergulhador.html' title='Vida de mergulhador...'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114693399301758383</id><published>2006-05-06T09:16:00.000-07:00</published><updated>2006-05-06T09:46:35.933-07:00</updated><title type='text'>Portas</title><content type='html'>Havia trancado todas as portas e jogado a chave fora. Eventualmente teria de sair, e portanto arranjar um jeito de abri-las, mas não era uma preocupação que tirava seu sono durante as solitárias noites. Tinha uma certeza intransigente de que conseguiria ficar eras sem precisar sair e sem precisar que alguém entrasse.&lt;br /&gt;A segurança do isolamento, o conforto do silêncio, a liberdade da privacidade, a certeza de estar a salvo por trás daquelas grossas chapas de madeira sólida... havia um sem-número de motivos para que ele quisesse continuar protegido por aquelas portas firmemente cerradas. E ele sabia que não havia como derrubá-las. E isto lhe trazia paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ela, com um gesto simples, tão simples quanto um suave beijo de despedida, derrubou tudo, portas e paredes, como se fossem nuvens ralas em um céu azul de inverno, e ele, assim de repente, se sentiu perdido, sem chão, sem rumo, sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114693399301758383?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114693399301758383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114693399301758383' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114693399301758383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114693399301758383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/05/portas.html' title='Portas'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114566829767846153</id><published>2006-04-21T17:40:00.000-07:00</published><updated>2006-04-21T20:38:32.346-07:00</updated><title type='text'>O corpo fala</title><content type='html'>A luz do sol incidindo pela janela formava longas sombras na sala de espera do dentista, indicando o final de uma tarde abafada e úmida, como há muito não se via na cidade. E sentada no canto oposto à janela, protegendo-se dos últimos e incômodos raios com um desproporcional par de óculos escuros, estava ela, com a cabeça encostada naquela fria e exageradamente branca parede de concreto, logo embaixo de um desses quadros modernos, que eu tinha certeza estar de ponta-cabeça.&lt;br /&gt;Os cabelos curtos tingidos de um ruivo desbotado pendiam suavemente sobre os ombros, sua cabeça pendia levemente para a esquerda, denunciando uma tristeza contida, tristeza essa reforçada pela maçãs do rosto forçosamente coradas com um blush rosa, que nada combinavam com aquele batom vermelho-vivo que tingia seus lábios levemente comprimidos.&lt;br /&gt;Os braços cruzados espremiam os seios de volume médio, aumentando-os consideravelmente e expondo-os ainda mais naquele decote em "v" que teimava em chamar minha atenção, talvez pelo lindo contraste entre seu colo alvo e a blusa verde escura. Porém, mais do que ressaltar o belo par de seios, os braços cruzados mostravam uma insegurança, uma fragilidade, uma vontade de se resguardar que atiçava ainda mais a minha curiosidade com relação àquela garota. A posição levemente inclinada para trás realçava ainda mais aquele ar melancólico e depressivo.&lt;br /&gt;O piercing no umbigo indicava um leve e saudável ar rebelde, reforçado pelos pneuzinhos charmosos de quem não se sente à vontade em uma academia.&lt;br /&gt;A calça jeans de cintura baixa deixava aparecer displicentemente uma calcinha barata e cor-de-rosa, que constrangia mais os espectadores do que sua dona. As pernas firmemente cruzadas e o pé direito firmemente ancorado no pé da cadeira deixavam transparecer ainda mais aquele medo com um toque de timidez que me fascinava cada vez mais.&lt;br /&gt;Eu já não conseguia tirar os olhos daquela fotografia, daquela imagem estática tão triste e tão ressentida que se exibia sob os raios alaranjados do astro-rei que se punha. E então, simples assim, a fotografia virou um filme através de uma singela e discreta lágrima que escorreu por detrás dos óculos e deslizou por toda sua face esquerda antes de molhar o verde escuro de sua blusa. Instintivamente ela mexeu em sua aliança dourada no dedo anular da mão esquerda.&lt;br /&gt;O que havia acontecido com essa garota? O que escondia aquele par de óculos?&lt;br /&gt;Tão nova, casada, e terrivelmente triste, angustiada e tensa. Pelo menos é o que me diziam os sinais de seu corpo, um corpo que falava, que gritava sem palavras.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo fui chamado para a consulta e quando voltei, ela não estava mais lá. E desde então tenho pensado incessantemente sobre os motivos que poderiam tê-la deixado daquele jeito. Agressões, violências, arrependimentos, brigas, filhos, amantes... a minha mente fértil viajou até os confins das emoções e razões humanas em busca de uma resposta, e só se recusou a considerar uma hipótese: a de que fosse uma simples e insuportável dor-de-dente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114566829767846153?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114566829767846153/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114566829767846153' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114566829767846153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114566829767846153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/04/o-corpo-fala.html' title='O corpo fala'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114497464603511401</id><published>2006-04-13T16:22:00.000-07:00</published><updated>2006-04-13T17:40:01.186-07:00</updated><title type='text'>Arrepensamentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Queria ter dito o quanto gosto daquele sorriso, e como aquele sorriso está impregnado em cada sinapse destes neurônios perdidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Queria ter agradecido pela agradável companhia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter coragem de experimentar suco de banana com limão, só para poder afirmar como é ruim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria conseguir falar com a desenvoltura com que escrevo estas linhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter entrado no carro com ela e partido sem rumo, para um lugar bem longe, ainda que bem longe fosse a cidade mais próxima. De preferência litorânea, como ela gosta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria oferecer-lhe o mundo, como naquele filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria nunca ter visto uma apresentação de dança, para que ela pudesse me levar pela primeira vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ir e voltar no tempo, como naquele filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria me arrepender pelo que fiz e disse, e nunca pelo que deixei de fazer e dizer, mas a vida não segue manuais de auto-ajuda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter discutido mais sobre livros, filmes e calças bordadas com strass...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter dito que apesar da beleza (e daquele sorriso), inteligência é a grande virtude que realmente atrai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter dito ainda algumas outras coisas, que vou deixar para dizer pessoalmente algum dia, se houver uma nova chance...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ter dito tudo isso pessoalmente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114497464603511401?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114497464603511401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114497464603511401' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114497464603511401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114497464603511401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/04/arrepensamentos.html' title='Arrepensamentos'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114471705851637672</id><published>2006-04-10T17:36:00.000-07:00</published><updated>2006-04-11T05:05:33.106-07:00</updated><title type='text'>Única</title><content type='html'>Dentre todas as amizades que formamos, muitas se perdem no caminho, transformando-se em um breve "precisamos nos ver algum dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem aquelas formadas por momentos especiais, como faculdades, bandas de rock e intercâmbios, e que acabam por perder muito de sua força quando terminadas as citadas épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas simplesmente passam, acabam como se nunca tivessem existido, apesar de todo o esforço feito para mantê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas poucas se mantêm firmes, sólidas como rochas, mas sujeitas a eventuais erosões e deslocamentos tectônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E existe aquela única amizade, a que surge de encontros casuais entre blocos de concreto, de um dente de alho roubado, de uma tarde de fotossíntese, de long and winding roads nos sábados de manhã, de slogans de farmácias, de valsas dançadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa, eu garanto, não acaba nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ter certeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114471705851637672?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114471705851637672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114471705851637672' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114471705851637672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114471705851637672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/04/nica.html' title='Única'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114368645587626456</id><published>2006-03-29T18:27:00.001-08:00</published><updated>2006-04-10T17:35:52.663-07:00</updated><title type='text'>Diferenças</title><content type='html'>Tolerar as diferenças, brigar pelas diferenças, chorar pelas diferenças, ficar emburrado pelas diferenças, aprender com as diferenças, sair pelas diferenças, ficar pelas diferenças, aceitar de uma vez por todas que as diferenças existem, encher a cara pelas diferenças, fugir pelas diferenças, negociar as diferenças, se separar pelas diferenças, contrariar as diferenças, negar as diferenças, se completar pelas diferenças, abrir mão das diferenças, discutir as diferenças, se calar por causa das diferenças, falar muito por conta das diferenças, definir as diferenças, diferir das diferenças um do outro, se divertir com as diferenças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... no fundo tudo isso é bem fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível, mesmo, é ficar indiferente a você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114368645587626456?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114368645587626456/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114368645587626456' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114368645587626456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114368645587626456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/03/diferenas.html' title='Diferenças'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114341726236723885</id><published>2006-03-26T15:33:00.000-08:00</published><updated>2006-03-27T17:43:06.090-08:00</updated><title type='text'>Fugir...</title><content type='html'>Queria fugir. Irajá, Marajó, Guaporé ou qualquer outro lugar além das letras das músicas. Sempre achara que o motivo fosse o descontentamento com o caos da desordenada metrópole em que vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estava enganada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia sido dotada com a mais bela das feições e com o mais belo dos sorrisos, e designada para alegrar e iluminar a vida daqueles que encontrasse em qualquer lugar comum, ao sol, ao sul. Precisava partir, atingir novos horizontes. Não tinha escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ela o fez. Viajou por todas as canções e poesias existentes, ingenuamente ignorando, ou modestamente negando, a verdadeira razão para tal vontade de viajar. Alegrou e iluminou a vida de muitos, se não de todos, sempre sob o pretexto de fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ela o fez, por toda uma efêmera eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114341726236723885?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114341726236723885/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114341726236723885' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114341726236723885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114341726236723885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/03/fugir.html' title='Fugir...'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-114074641865781962</id><published>2006-02-23T16:58:00.000-08:00</published><updated>2006-02-23T18:17:07.986-08:00</updated><title type='text'>Ruído</title><content type='html'>O mais perto que havia chegado de uma arma de fogo fora há dois anos, quando se sentou na primeira fila do cinema em um filme de ação. Nunca quis ter uma, nunca quis ver uma funcionando, nunca houve curiosidade.&lt;br /&gt;E de repente, em uma ensolarada manhã de quinta-feira, lá estava ela, menos de 2 metros de distância, semi-coberta por uma camiseta azul-marinho, pronta para tirar todas as dúvidas que nunca teve. A voz, vinda de trás de um capacete, soou clara como se estivesse atrás de um microfone em um show no estádio do Morumbi. "Deixa a mala no chão e sai andando.". &lt;br /&gt;Quando ele se deu conta, estava sem a mala, sentado à sua mesa, falando ao telefone para que cancelassem mais um cartão. Na mão direita estava uma caneta, e sob a caneta, uma lista com cerca de 15 objetos furtados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento que parou, e agradeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista continha só objetos. Poderia conter nomes conhecidos. Poderia conter seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continha só objetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teve início a cacofonia: Alívio e medo. Raiva e gratidão. Preocupação e desinteresse. Vontade de gritar e de ficar calado. Ir para a delegacia a pé ou de ônibus. Colocar a carteirinha falsificada no BO ou não. Sentar no banco de madeira frio ou encostar na parede fria. Ouvir ou não ouvir a conversa do escrivão com um senhor de olhos vermelhos. "O corpo da criança está na Av. Dr. Arnaldo.". Poderia conter nomes conhecidos. Ouvir ou não ouvir a conversa do escrivão com a colega. "Isso é que dá querer ajudar pobre.". "Como escreve áipode?". "O importante é a vida. O resto a gente corre atrás.". "Perdeu o CNH?". "É por isso que eu concordo com o cara que matou os bandidos no Carandiru.". "Deus me livre querer mal pra alguém.". "Vai voltar pra empresa?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acharam a sua carteira perto do Tom Brasil. Está sem dinheiro, mas com todos os documentos.". "O senhor quer escolta pra buscar?". "Não tem perigo não.". "Ele ainda deve estar te xingando por não ter dinheiro.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um cara ligou, falando que está com a sua pasta. Ele trabalha perto da Ponte do Socorro, fica lá até às 18:00."."É só pegar a ponte transamérica sentido interlagos.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conseguiu recuperar tudo?". "Dos males o menor.". "Ainda bem, já imaginou o trabalho?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vai descansar que hoje o dia foi movimentado.". "Nossa, e você acordou tão cedo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a cacofonia foi acabando, em fade out, até sobrar somente um ruído em sua cabeça, persistente, que não vai acabar nunca... eu espero...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O importante é a vida. O resto a gente corre atrás."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-114074641865781962?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/114074641865781962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=114074641865781962' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114074641865781962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/114074641865781962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2006/02/rudo.html' title='Ruído'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-112734768095152289</id><published>2005-09-21T16:17:00.000-07:00</published><updated>2005-09-21T17:08:00.960-07:00</updated><title type='text'>Inquebrável</title><content type='html'>O revólver calibre 38 ainda estava em sua trêmula mão direita. A cabeça latejava de dor, intensificada pelo cheiro de pólvora que subia por suas dilatadas narinas. O quarto praticamente escuro, iluminado somente por um vão na janela, ainda ecoava o barulho. O cachorro da vizinha latia assustado. &lt;br /&gt;Sentado em sua cama, olhava para o espelho à sua frente, todo estilhaçado, tentando entender o que havia acontecido. Havia mirado. Mais do que isso, havia encostado o cano gelado em sua testa ensopada de suor. E havia puxado o gatilho. Mas estava vivo. A bala, com a ponta achatada, jazia entre os cacos no chão. Não era possível.&lt;br /&gt;Resolveu tentar novamente, desta vez com a arma apontada para o coração. Com a boca do cano firmemente pressionada contra o peito, engatilhou e atirou.&lt;br /&gt;A dor tirou sua consciência por instantes. Acordou sem quase conseguir respirar, a dor era lancinante. Pior que a dor, porém, foi a visão da arma e da bala caídas ao seu lado na cama. &lt;br /&gt;Não podia morrer. Não podia se ferir. Pensou um pouco, e não se lembrou da última vez que havia se cortado, ou quebrado um osso.&lt;br /&gt;Seu corpo era inquebrável.&lt;br /&gt;Olhou para o sólido e escuro armário embutido de mogno, agora vazio. Olhou para a foto, rasgada em oito pedaços, junto aos cacos do espelho. Olhou para as balas. &lt;br /&gt;E riu das ironias da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-112734768095152289?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/112734768095152289/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=112734768095152289' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/112734768095152289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/112734768095152289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2005/09/inquebrvel.html' title='Inquebrável'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-112697767290955217</id><published>2005-09-17T08:45:00.000-07:00</published><updated>2005-09-20T18:30:17.700-07:00</updated><title type='text'>Infância</title><content type='html'>A pequena garota era extremamente corajosa. Adorava se pendurar nos brinquedos do parquinho, ficar de pé no gira-gira, ficar de cabeça para baixo no balanço, descer o escorregador correndo. E quando caía no chão, se levantava rapidamente e erguia os braços falando "tchan-tchan!". &lt;br /&gt;Ela tinha um irmão, também pequeno, porém muito mais quieto, bem mais calmo e ponderado, mas que no fundo queria ser ágil e valente como a irmã. Ambos moravam em um simpático apartamento com a avó.&lt;br /&gt;Um dia, num rasgo de bravura, o pequeno garoto disse à irmã: "vamos no parquinho". E lá foram eles. Enquanto ela ia correndo, sorridente, ele mal conseguia ficar em pé, suava frio, a barriga doía, tinha medo. Mas havia decidido: iria provar que também conseguia fazer todos aqueles malabarismos.&lt;br /&gt;Logo que chegaram, lá foi ela para o escorregador enquanto ele encarava aquele que com certeza era o maior desafio daquele assustador e perigoso local de diversão: o balanço. A idéia de ver o mundo do avesso, pendurado com o pés para cima, o amedrontava e o atraía em igual intensidade. Caminhou lentamente em direção ao brinquedo. Ofegava. Suava. Ouvia batidas fortes, que não sabia dizer se era o seu pequeno coração ou os passos da irmã correndo escorregador abaixo. Parou em frente àquele banquinho com correntes, e lá ficou por alguns segundos, em parte por respeito e temor, em parte por não saber direito como começar. &lt;br /&gt;Por fim decidiu onde colocar o pé para iniciar a histórica escalada, e passado alguns instantes, com a cabeça virada para baixo e pés firmemente presos, gritava triunfante: "eu não consigo descer! Aaaahhh!". Antes que a primeira lágrima dele tocasse o chão, lá estava a irmã, subindo no balanço ao lado com uma agilidade que faria Charles Darwin gritar "EU NÃO DISSE???". Rapidamente, conseguiu segurar o braço de seu irmão, e com uma força descomunal para uma garota de 4 anos, conseguiu fazer com que ele alcançasse a corrente. Entre lágrimas, o garoto então balbuciou: "E agora, o que eu faço?". A garota, se equilibrando somente em uma perna sobre uma balança que teimava em balançar, alcançou os cabelos do irmão e puxou. "Levanta a cabeça!", ela gritou. E então, de alguma forma rápida e atabalhoada, o garoto subiu e a garota... caiu.&lt;br /&gt;O choro histérico da menina, deitada no chão com a cabeça sangrando, rapidamente atraiu o porteiro, o zelador, o síndico e a vó. O garoto, ainda sentado no balanço, tentava explicar o que havia acontecido, embora o fato de querer esconder o próprio fiasco atrapalhasse bastante o entendimento da história.&lt;br /&gt;A pequena garota foi para o pronto-socorro, passou por exames de tomografia, e recebeu 4 pontos na cabeça, mas nada além disso, "graças a Deus". O pior, mesmo, foi ter ficado de castigo por um mês sem TV e sem parquinho por ter inventado de fazer "essas brincadeiras de menino".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-112697767290955217?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/112697767290955217/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=112697767290955217' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/112697767290955217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/112697767290955217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2005/09/infncia.html' title='Infância'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16333972.post-112666672379009380</id><published>2005-09-13T19:49:00.000-07:00</published><updated>2005-09-20T18:29:53.863-07:00</updated><title type='text'>Dúvida torturante</title><content type='html'>Já me disseram para desistir disso milhares de vezes.&lt;br /&gt;De fato não vai me tornar uma pessoa melhor, nem resolver nada em minha vida.&lt;br /&gt;Mas afinal:&lt;br /&gt;Como saber se a cor que eu vejo é a mesma que você vê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16333972-112666672379009380?l=ndandandandanda.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/feeds/112666672379009380/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16333972&amp;postID=112666672379009380' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/112666672379009380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16333972/posts/default/112666672379009380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ndandandandanda.blogspot.com/2005/09/dvida-torturante.html' title='Dúvida torturante'/><author><name>Ha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12964837424793239699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17379107126337929985'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>